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	<title>MCB-Galiza</title>
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	<description>Movimento Continental Bolivariano - Capítulo Galiza</description>
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		<title>Do Movimento Continental Bolivariano aos Povos da Venezuela e do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 20:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

“Quando a opressom nom deixa mas alternativa, a guerra de libertaçom constitui o legitimo recurso dos povos para conseguirem a liberdade”
S. Bolívar. 1812 Cartagena
 
Concebemos o direito à rebeliom dos povos como um direito universal inalienável.
Em determinados momentos ou períodos históricos, os povos tenhem nom só o direito, mas o dever de se levantarem contra a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://ccb-galiza.org/wp-content/uploads/2010/07/114157_logo_mcb.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-490" title="114157_logo_mcb" src="http://ccb-galiza.org/wp-content/uploads/2010/07/114157_logo_mcb-300x182.jpg" alt="" width="300" height="182" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">“Quando a opressom nom deixa mas alternativa, a guerra de libertaçom constitui o legitimo recurso dos povos para conseguirem a liberdade”</p>
<p style="text-align: justify;">S. Bolívar. 1812 Cartagena</p>
<p style="text-align: justify;"> <span id="more-499"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Concebemos o direito à rebeliom dos povos como um direito universal inalienável.</p>
<p style="text-align: justify;">Em determinados momentos ou períodos históricos, os povos tenhem nom só o direito, mas o dever de se levantarem contra a opressom e o terrorismo de Estado, utilizando todas as formas de luita que estiverem ao seu alcance, incluindo a luita armada. Assim aconteceu na nossa América contra a cruel conquista e colonizaçom europeia e contra as diversas formas de tirania e iniquidades, e assim aconteceu -e acontece- ao longo do combate da humanidade polas suas liberdades e direitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido está claro que as causas que dérom origem ao confronto armado na Colômbia nom só nom desaparecêrom, como se aprofundárom e estendêrom, e que a pobreza, a iniquidade, a fraudulência eleitoral e a violaçom flagrante dos direitos fundamentais do ser humano continuam a ser a constante agravada que marcou a história recente deste país irmao, impedindo umha saída política nom beligerante.</p>
<p style="text-align: justify;">O governo dirigido por Juan Manuel Santos é só umha nova expressom destes regimes oligárquicos, manejados e dirigidos polo império norte-americano desde os alvores do santanderismo.</p>
<p style="text-align: justify;">A mal chamada “democracia colombiana” converteu-se numha obscura máquina de eleger carrascos de serviço, nom existindo garantias, nem condiçons mínimas para o desenvolvimento de umha alternativa política eleitoral que mude o destino histórico deste país.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa almejada possibilidade foi cerceada em reiteradas ocasions. Basta recordar o assassinato de milhares de liberais desmobilizados em meados do século XX, o assassinato em plena via pública de Jorge Eliécer Gaitán no ano 1948 e a matança que se seguiu e mais recentemente (entre 1984 e 1990) o brutal extermínio de mais de 5.000 candidatos, activistas e políticos desarmados da Uniom Patriótica, junto aos assassinatos selectivos dos dirigentes guerrilheiros desmobilizados do M-19.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendemos a luita armada dos povos como umha epopeia pola libertaçom e isto em absoluto pode ser qualificado de terrorismo. Este termo, carimbado, manipulado e explorado em maior escala polos ianques e os seus poderosos meios de desinformaçom após os acontecimentos do 11 de Setembro, foi usado junto a múltiplas armadilhas e mentiras como recurso para estigmatizar, desprestigiar e isolar os grupos insurgentes, tentando bloquear a solidariedade internacional no seu favor e criminalizar toda tentativa de a exercer.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esse mesmo propósito e igual sentido de adulteraçom da verdade e dos factos, fijo-se questom de vincular as guerrilhas colombianas com o narcotráfico, utilizado nessa direcçom o enorme poder comunicacional trasnacional dos EUA e os seus aliados para semear a falsa ideia de umas guerrilhas que, desviando-se das suas origens, se teriam transformado num cartel da droga.</p>
<p style="text-align: justify;">Os vínculos com a narco-corrupçom, no entanto, apontam em direcçom inversa, implicando profunda e inequivocamente as altas esferas de governo, Estado e elites empresariais colombianas encabeçadas nos últimos anos polo narco-paramilitar Uribe Vélez, polo próprio Juan Manuel Santos e polo inescrupuloso sector oligárquico que representa. Aqui é válido afirmar que o ladrom e o assassino julgam pola sua condiçom.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos entender que existem razons de Estado que tenhem gravitado nestes momentos para a retomada das relaçons entre a Venezuela e a Colômbia, mas os povos, o povo bolivariano, mariateguista, artiguista, sanmartiniano, rodriguista, sandinista, zapatista, camañista, alfarista, tupacamarista, guevarista&#8230; -e muito especialmente os revolucionários de todas as tendências e formas de combate- devem entender, a partir da profundidade do internacionalismo e o latino-americanismo, que a solidariedade nom admite silêncios cómodos nem omissons convenientes.</p>
<p style="text-align: justify;">A luita de um povo por sua libertaçom é parte da nossa própria luita por emancipar-nos das cadeias. Empapados do espírito bolivariano assumimos a luita anti-imperialista como luita continental contra o império opressor, respeitosos sempre da independência, as identidades, circunstâncias políticas e formas de acçom da cada povo e a cada sector. Negar tal independência implica arrogar-se a faculdade de perceber e analisar a realidade diferenciada com lentes alheios, que só tentam ver o que favorece interesses egoístas ou manobras circunstanciais, deslegitimando a voz dos seus actores reais e desconhecendo o direito e as justas causas e razons. Quem pode afirmar que umha guerrilha pode existir sem apoio popular e sem razons históricas incontornáveis por mais de 50 anos?</p>
<p style="text-align: justify;">A guerra no entanto nom pode continuar a ser o único trágico destino de nosso irmao povo colombiano, nem a rendiçom de suas heróicas forças insurgentes a saída equánime que porá fim a mais de cinco décadas de sangue e morte. Isso seria aceitar que a injusta ordem imposta a ponta de fusil e terror pelas oligarquias e o imperialismo é o único possível, aceitar o jugo e agradecer continuar vivo sem atingir um acordo nacional que supere as causas do conflito e leve a Colômbia a umha paz com justiça social, sólida e duradoura.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem está a fechar as portas ao diálogo que possibilitaria um acordo nom é a insurgência armada. nom é por acaso que Santos a poucos dias de carimbar o acordo com o presidente Chávez, tenha mostrado a sua verdadeira cara, assinalado que nom vai aceitar nengum interlocutor nacional ou internacional que proponha um processo de diálogo para a paz na Colômbia, negando-se a nomear um Comissionado de Paz e chamando o exército regular a incrementar a ofensiva militar contra o povo em resistência, coroando-se como o “Santo padroeiro” da Colômbia santanderista.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante do conflito colombiano, somos solidárias e solidários com os mais de sete mil presos políticos e prisioneiros de guerra, com os mais de quatro milhons de deslocados, com os familiares dos milhares de desaparecidos, com os perseguidos políticos e refugiados colombianos espalhados por todo mundo, em especial com os que se encontram na Venezuela e Equador, com o movimento estudantil colombiano em pé de luita, com os dirigentes sindicais que dia a dia arriscam sua vida por defender seus direitos, com o movimento indígena, com o povo consciente, pobre e perseguido da Colômbia que resiste nas montanhas, campos e cidades nas fileiras das FARC-EP e ELN, na Colômbia insurgente de Bolívar.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos partidários de reconhecer essas forças como FORÇAS BELIGERANTES sustentadoras de umha proposta de paz com dignidade, portadoras de umha alternativa democrática destinada a contribuir junto a outros sectores a criar umha nova Colômbia livre de bases militares estado-unidenses, de terrorismo de Estado, de para-militarismo genocida e de confrontos armados. Umha Colômbia em paz, autodeterminada e caminho ao reinado do desenvolvimento integral e includente e da justiça social.</p>
<p style="text-align: justify;">Julgamos um beber das esquerdas e as forças democráticas e progressistas da nossa América e o mundo, quer estejam ou nom a exercer funçons de governos, reconhecer o valor dessas forças alternativas (insurgentes ou nom, armadas ou cívicas), apoiá-las no seu papel beligerante, isolar a regime narco-para-terrorista da Colômbia, exigir o desmantelamento das bases militares estado-unidenses, bloquear os seus propósitos agressivos contra a Venezuela e a regiom, e contribuir para a saída política democrática do conflito armado.</p>
<p style="text-align: justify;">Som horas das definiçons, de actuar em consequência e coerência. A espada de batalha de Bolívar nas nossas maos nom é só um símbolo, é espírito de luita que percorre a nossa América.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">POLA PÁTRIA GRANDE E O SOCIALISMO:</p>
<p style="text-align: justify;"> QUE VIVA A COLÔMBIA INSURGENTE DE BOLÍVAR!</p>
<p style="text-align: justify;">Movimento Continental Bolivariano, 21 de Agosto de 2010</p>
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		<title>FARC manifestam disposiçom a intervir na Assembleia da UNASUR</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 18:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo um comunicado publicado pola ANNCOL o Secretariado do Estado Maior Central da organizaçom revolucionária colombiana manifesta disponibilidade absoluta para intervir na Assembleia da Uniom de Naçons do Sul, UNASUR, expondo a sua visom do conflito colombiano.

A ofensiva diplomática das FARC pretende evitar o alargamento de mais de 46 anos de guerra que desangra o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo um comunicado publicado pola ANNCOL o Secretariado do Estado Maior Central da organizaçom revolucionária colombiana manifesta disponibilidade absoluta para intervir na Assembleia da Uniom de Naçons do Sul, UNASUR, expondo a sua visom do conflito colombiano.</p>
<p><span id="more-497"></span></p>
<p><img title="{#wordpress.wp_more_alt}" src="http://primeiralinha.org/home/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" />A ofensiva diplomática das FARC pretende evitar o alargamento de mais de 46 anos de guerra que desangra o País perante a contumaz negativa da oligarquia a abrir umha negociaçom política. Como o novo governo colombiano de Santos fecha as portas a negociar as FARC estám obrigadas a continuar luitando por umha nova Colômbia, mas também a pressionar por abrir canais de diálogo político.</p>
<p>Con anterioridade as FARC enviarom cartas à ONU sem resposta até o momento.</p>
<p>Reproduzimos integramente o comunicado:</p>
<p><strong>Carta aberta das FARC-EP a UNASUR</strong><strong></strong></p>
<p>Embora o governo da Colômbia mantem fechada a porta do diálogo com a insurgência <em>acicateado</em> pola miragem de umha vitória militar e a injerência de Washington, queremos reiterar à Uniom de Naçons do Sul, UNASUR, a nossa irredutível vontade de buscar umha saída política ao conflito.</p>
<p>É um fato que este desbordou, de há anos, o quadro das fronteiras pátrias como conseqüência das estrategias &#8220;preventivas&#8221; impostas a Bogotá polo governo dos Estados Unidos. Se a Colômbia hoje está ocupada militarmente por umha potência estrangeira, é em desenvolvimento de um interesse geoestratégico, de predominio continental e nom em razom de umha guerra local contrainsurgente. Ninguem discute que a Casa Branca assome com preocupaçom a presença política, cada vez maior neste hemisfério, de governos que optam polo decoro pátrio e a soberania.</p>
<p>No nosso País, o Plano Colômbia, a estrategia neoliberal, a violéncia institucional e para institucional, tenhem agravado a níveis insospeitados o conflito, fazendo muito difícil superar esta etapa de confrontaçom fratricida sem a ajuda de países irmaos.</p>
<p>O drama humanitário da Colômbia clama a movimentaçom e a solidariedade continental. A obsessom oligárquica por submeter militarmente à guerrilla desde há 46 anos, e a execuçom dos planos guerreiristas e repressivos de Washington tenhem custado inumeráveis massacres, valas comuns como a da Macarena que esconde mais de 2.000 cadáveres: a mais grande da América Latina, crimes de lesa humanidade chamados eufemisticamente &#8220;falsos positivos&#8221;, um deslocamento forçado de cinco milhons de camponeses, desapariçons de cidadaos por causas políticas, detençons arbitrárias, 30 milhons de pobres num País de 44 milhons de habitantes&#8230;</p>
<p>Alguns aludem frecuentemente à obsolescência da luita armada revolucionária, mas nada dizem das condiçons e garantias para a luita política na Colômbia. Outros ubicam a ameaça na insurgência e nom na estratégia neocolonial do governo dos Estados Unidos, parecendo ignorar que com guerrilha ou sem ela o império dará curso a sua agenda de predomínio. E há-os também proclives a pressionar a umha só das partes contendentes, quase sempre à insurgência.</p>
<p>A paz com justiça social e nom a guerra pola guerra, tem sido o objetivo estratégico das FARC desde o seu surgimento em 1964 em Marquetália. Se as conversas de paz de Casa Verde, Caracas, Tlaxcala e o Caguán, nom chegárom a feliz termo, foi porque as oligarquias nom quigérom considerar nengumha mudança nas injustas estruturas políticas, económicas e sociais que motivam o alçamento. Hoje confrontamos, enarbolando inquestionáveis bandeiras políticas, a mais grande maquinária bélica que tenha confrontado guerrilha algumha, mas sempre luitando pola possibilidade de umha soluçom política.</p>
<p>Senhores presidentes: quando o estimem oportuno estamos dispostos a expor numha assembleia da UNASUR a nossa visom sobre o conflito colombiano.</p>
<p>A paz da Colómbia é a paz do continente.</p>
<p>Recebam a nossa saudaçom.</p>
<p>De vocês atentamente,</p>
<p>Compatriotas</p>
<p>Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP</p>
<p>Montanhas da Colómbia, Agosto de 2010,</p>
<p>Ano bicentenário do grito de independência.</p>
<p> (Tirado de <a href="http://www.primeiralinha.org">www.primeiralinha.org</a>)</p>
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		<title>MCB vem de sacar do prelo a terceira ediçom da biografia de Moncho Reboiras</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 10:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Open publication &#8211; Free publishing &#8211; More galiza

Disponibilizamos em formato de fácil leitura a terceira ediçom do  caderno biográfico sobre a figura do militante revolucionário galego Moncho Reboiras.
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<p>Disponibilizamos em formato de fácil leitura a terceira ediçom do  caderno biográfico sobre a figura do militante revolucionário galego Moncho Reboiras.</p>
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		<title>FARC-EP se dirige ao governo Santos, a UNASUR e a Colômbia</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 21:19:29 +0000</pubDate>
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		<title>Ao Presidente Chávez, ao povo bolivariano e revolucionário de Venezuela e o mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 14:11:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Em frente à nova arremetida do Governo estadunidense e do seu lacaio Uribe Vélez, o Movimento Continental Bolivariano (MCB) saúda e apoia a decisom digna e firme do primeiro mandatário da pátria de Bolívar, Hugo Chávez Frias, a qual consideramos como a única possível a partir de umha pátria soberana e livre, cujos olhos se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ccb-galiza.org/wp-content/uploads/2010/07/114157_logo_mcb.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-490" title="114157_logo_mcb" src="http://ccb-galiza.org/wp-content/uploads/2010/07/114157_logo_mcb-300x182.jpg" alt="" width="300" height="182" /></a></p>
<p>Em frente à nova arremetida do Governo estadunidense e do seu lacaio Uribe Vélez, o Movimento Continental Bolivariano (MCB) saúda e apoia a decisom digna e firme do primeiro mandatário da pátria de Bolívar, Hugo Chávez Frias, a qual consideramos como a única possível a partir de umha pátria soberana e livre, cujos olhos se abrírom para nom se voltarem a fechar jamais.</p>
<p><span id="more-491"></span></p>
<p>Os constantes ataques do governo de Uribe, apoiados e potenciados na obscura maquina das multinacionais de comunicaçom fascista, umha vez mais tenhem mostrado a sua capacidade para tecer a realidade ao seu gosto e conveniência, gerando verdadeiros palcos virtuais que justifiquem a deslegitimaçom e a condena dos povos em luita. Depois da fumaça e as luzes, milhares de cadáveres de camponeses colombianos som descobertos em Magdalena, mas isso parece nom constituir umha notícia importante para estes meios.</p>
<p>Denunciamos assim mesmo os sectores apátridas da rançosa oligarquia venezuelana que, numha tentativa desesperada por desprestigiar o governo bolivariano, hipoteca a sua soberania defendendo os seus pares colombianos, mostrando o modo como os seus interesses de classe pesam mais que a sua própria dignidade e o respeito pola sua própria naçom.</p>
<p>Como revolucionários, como movimento continental em pé de luta contra a dominaçom e o intervencionismo, às portas da comemoraçom de um novo aniversário da Campanha Admirável, que unisse estes dous povos irmans, declaramo-nos em alerta, fazendo um apelo às organizaçons revolucionárias do continente e o mundo para apoiarem o Presidente Chávez, numha nova cruzada anti-imperialista pola dignidade e a soberania dos povos.</p>
<p>COM A ESPADA DE COMBATE DE BOLIVAR,</p>
<p> POLO SOCIALISMO E A PÁTRIA GRANDE, VENCEREMOS!!</p>
<p>Direcçom Executiva Movimento Continental Bolivariano.</p>
<p>Caracas, 23 de Julho de 2010.</p>
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		<title>O grito de Independência, um grito de batalha</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 17:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Tirado de www.primeiralinha.org
Reproduzimos na nossa língua o último comunicado do Secretariado do Estador Maior das FARC-EP feito público  no portal da ANNCOL.

“Aqui nom haverá tiranos nem anarquia enquanto eu respire de espada em maos” (Simón Bolívar).
Estamos em marcha pola dignidade da pátria. A Batalha pola independência nom terminou e entrou já na sua etapa decisiva.
Nom [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://ccb-galiza.org/wp-content/uploads/2010/07/Colombia_FARC.jpg"><img class="size-full wp-image-487  aligncenter" title="Colombia_FARC" src="http://ccb-galiza.org/wp-content/uploads/2010/07/Colombia_FARC.jpg" alt="" width="355" height="230" /></a></p>
<p>Tirado de <a href="http://www.primeiralinha.org">www.primeiralinha.org</a></p>
<p>Reproduzimos na nossa língua o último comunicado do Secretariado do Estador Maior das FARC-EP feito público  no portal da ANNCOL.</p>
<p><span id="more-486"></span></p>
<p>“Aqui nom haverá tiranos nem anarquia enquanto eu respire de espada em maos” (Simón Bolívar).</p>
<p>Estamos em marcha pola dignidade da pátria. A Batalha pola independência nom terminou e entrou já na sua etapa decisiva.</p>
<p>Nom podemos proclamar-nos livres quando a política de dominaçom de um império nos subjuga e nos submete com a cumplicidade apátrida das oligarquias e, nos aprisionam as desumanas correntes da escravidom neoliberal.</p>
<p>Um país ocupado militarmente nom é independente. Nom podemos declarar-nos soberanos quando a força militar de uma potência estrangeira enche de bases o território pátrio, pisoteia a dignidade e a bandeira dos EUA ondeia sobre a nossa América a sua ameaça e espólio.<br />
Mas, sim podemos declarar-nos povo em luita pola liberdade!</p>
<p>Estamos já em batalha. Com a certeza de Bolívar, “todos os povos do mundo que tenhem luitado pola liberdade tenhem exterminado por fim seus tiranos”. A justa causa dos povos nom pode ser derrotada. A espada de batalha do Libertador, agora em maos do povo, abrirá os caminhos da esperança e triunfará na contenda da definitiva emancipaçom.</p>
<p>Estendamos hoje a insígnia com es três cores do bicentenário como símbolo de luita e homenagem aos libertadores que sonharam a Grande Naçom de Repúblicas, escudo do nosso destino, aos que nos deram pátria pensando na humanidade e se sacrificaram nos campos de batalha para dignificar os homens e mulheres americanos.</p>
<p>Como duzentos anos atrás “em Bolívar está a emancipaçom”. Essa certeza espalhada sobre o céu de América polo prócer Camilo Torres, deve ser a divisa de nossa campanha na alvorada de Socialismo e Pátria Grande que ilumina o Continente e a América Insular. A colheita amorosa dos libertadores concebida para os povos nom pode ser usurpada nem um minuto a mais polos herdeiros de Satander e a sua perfidia; deve ser desfrutada pelos destinatários originais. O sangue dos libertadores nom abonou os campos de batalha para fazer mais ricos aos ricos nem facilitar novas correntes coloniais, mas para redimir o soberano que é o povo.</p>
<p>Rendemos tributo nesta comemoraçom ao inca Tupac Amaru, ao comuneiro José Antonio Galán, ao negro José Leonardo Chirinos e a todos os esquartejados pola criminal opressom da coroa espanhola. Honra à jovem Policarpa Salavarrieta arcabuzada polos terroristas pacificadores encabeçados polo general espanhol Paulo Morillo. Glória eterna a Francisco José de Calas, Camilo Torres Tenório, a Francisco Carbonel e, a todos aqueles que supliciados nos patíbulos nos mostraram com o seu exemplo o caminho da liberdade.</p>
<p>Aos precursores de nossa independência, Miranda, Nariño e Espejo, nosso reconhecimento eterno. Desenterremos esses grandes patriotas, tirando-os das covas comuns do esquecimento nas quais fôrom confinados pola mentirosa historiografia dos que desviaram o rumo da pátria, para que continuem na batalha.</p>
<p>Ainda ressoava o eco da vitória de Ayacuho quando entalhou a contra-revoluçom na ambiçom sem medida da oligarquia crioula polo poder político ilimitado. Ela encontrou na Doutrina Monroe intriga e alento permanente para dividir o território e despedaçar a obra legislativa bolivariana que mandava colocar o interesse comum por cima do particular.</p>
<p>Tal como o prognosticou o Libertador, nom tardarom em buscar um novo amo. Atacarom a concepçom bolivariana da unidade de povos numha Grande Naçom, apoiados no sofisma da Doutrina Monroe. Ela foi o seu ponto de apóio para assaltar o poder e lograr o seu miserável sonho de substituir os vireis na opressom. Essa Doutrina era o disfarce da avaricia do Destino Manifesto, que jamais pensou enfrentar a armada colonial británica nem a Santa Aliança que projetava restaurar em América o predomínio do trono espanhol, mas anexar repúblicas, saquear recursos e, submeter os povos politicamente.</p>
<p>Traíram a grandeza trocando a possibilidade do surgimento de um novo poder continental que fosse equilíbrio do universo e esperança da humanidade pola submissom a uma potência estrangeira. Só lhes interessava assaltar o poder político com a ajuda externa para acrescentar as suas fortunas pessoais e pôr-as a salvo da revoluçom social. Dóceis a seu novo amo desmobilizaram, por conveniência recíproca, o Exército Libertador, único garante da independência e as conquistas sociais, força dissuasiva ao mesmo tempo, das ambiçons neocoloniais do governo de Washington.</p>
<p>Os codiciosos e agressivos líderes no Norte, inspirados sempre no cálculo aritmético, possuídos pola ambiçom de erigir a sua prosperidade sobre a base do espólio dos povos do sul, nom podiam tolerar a implantaçom do plano estratégico de Bolívar no Congresso de Panamá que contemplava a formaçom de umha liga perpétua das naçons antes colónias espanholas, presidida por uma autoridade política permanente, com um exército unificado concebido para a defesa e para a campanha da libertaçom das ilhas de Cuba e Porto Rico, consideradas por Washington, apêndices do seu espaço continental. Lhes mortificava a ideia do Libertador de fazer efetiva a cidadania hispanoamericana entre povos irmaos, o estabelecimento de um poder político inimigo da escravidom, e sobretodo, o propósito de impulsionar um regime de comércio preferencial que figera prevalecer a cláusula de naçom mais favorecida para as repúblicas irmás coligadas.</p>
<p>Todas essa medidas pensadas polo Libertador Simón Bolívar para preservar a independência e a dignidade das naçons hispanoamericanas se interpunham como fortificaçom inexpugnável frente às insólitas pretensons do Destino Manifesto, inventado pelos fundadores do império para auto-legitimar o espólio.</p>
<p>Por isso enviaram a instruçom perversa aos seus ministros na Colômbia, México e Perú, de estimular as rivalidades entre as nossas repúblicas, o espírito chauvinista, desatar a espionagem, a conspiraçom e a intriga, minar o prestígio do Libertador e, por isso, foi Bolívar o alvo de seus iracundos ataques.</p>
<p>Eliminar a figura política do Libertador, a sua poderosa influencia em América Latina foi a sua obsessom até causar sua morte física e o eclipse transitório de seu projeto político e social.<br />
Todas as desgraças e misérias da Nossa América tem essa origem. “Os Estados Unidos parecem destinados pola providência para encher a América de misérias em nome da liberdade”, tinha profetizado Simón Bolívar.</p>
<p>A revoluçom ficou inconclusa desde 1830 pela acçom predadora da banda de excludentes crioulos comandada polo governo de Washington.</p>
<p>“Toda revoluçom &#8211; dizia o Libertador &#8211; tem três etapas: a da guerra, a reformadora e a da organizaçom. A primeira pertence ao passado; foi obra dos soldados. A segunda, a cobrimos com o Congresso de Cúcuta e o governo de Bogotá. A terceira, será abordada por mim em Panamá”.<br />
Esse é o ponto de partida para retomar a obra da independência e a revoluçom. A 200 anos de iniciada a gesta independentista o projecto de Bolívar segue assombrosamente vigente, como se tivesse sido concebido para os tempos de hoje. O povo que pode, o povo que constrói, tem a palavra. E desta vez Bolívar é o povo empunhando a sua espada com a irredutível determinaçom de luitar pola concretizaçom do seu grande sonho.</p>
<p>Mas, o só grito de independência nom é suficiente; ficou demonstrado pola explosom simultánea de gritos que estremeceram o Continente e, que fôrom calados rapidamente polas sanguinárias forças punitivas da coroa. Nenhum povo pode obter a sua liberdade se carece de força própria. Desta vez, o novo grito de independência, deve ser o grito de todos, o grito dos excluídos, reforçado pola mobilizaçom decidida, com a luita multiforme, com as armas da unidade, da inteligência e da força. É esta a hora de todos os povos. Eles tenhem combatido e combatem hoje, som eles os que aportam milhares de heróis destacados ou anónimos. Foi o povo a força viva do Exército bolivariano que derrotou o regime colonial na América do Sul e, será protagonista do triunfo inevitável da revoluçom política e social.</p>
<p>Há uma espiral ascendendo rumo à liberdade. A luita dos patriotas do século XIX tem um fio condutor, umha articulaçom com a dos patriotas do século XXI. Aqueles luitaram em um agitado contexto de crise do mundo colonial. Iniciava-se a consolidaçom do sistema capitalista com o saqueio e a escravidom de povos, mas, ao mesmo tempo, a invasom napoleônica a Espanha estimulava em Hispanoamérica a ruptura radical com o regime colonial. A luita dos patriotas do Século XXI pola definitiva independência, nom só está ligada à derrota do sistema capitalista e à dominaçom imperial, senom que exige a superaçom desse sistema decadente e a chegada de uma nova era de justiça: A do Socialismo e da Pátria Grande. A atual crise estrutural do capitalismo é o toque do clarim que anuncia ao povo que está na hora de se lançar à batalha definitiva pola emancipaçom.</p>
<p>Washington está preocupado com Bolívar, ainda, vivo e palpitante nos anseios de justiça dos povos, na vigência de seu pensamento e projecto político e social, no reencontro dos excluídos com a história verdadeira que lhes diz que fôrom eles, a sua dignidade, o objetivo principal do projecto originário de naçom.</p>
<p>Como o império enxerga na consciência dos povos um obstáculo ao espólio, entom, recorre à força e à movimentaçom do seu poderio militar para negar por meio da violência o a dissuasom, o que exigem o senso comum e a justiça. Nom nascemos para ser vassalos de ninguém, nem pátio traseiro de potência algumha. A América do Sul é nossa porque nascemos nela. Temos direito à dignidade humana e a construir o modelo de sociedade que nos leve a construir a nossa felicidade.<br />
O que nos importa que EUA espalhe as suas bases militares no Caribe e no Continente, se estamos dispostos a ser livres. Como diria Bolívar à meio da efervescência independentista da Sociedade Patriótica: “ponhamos sem temor a pedra fundamental da liberdade suramericana; vacilar é sucumbir”.</p>
<p>Enfrentemos com o escudo da dignidade latinoamericana e caribenha as incessantes agressons e desrespeitos do monstro do norte, fundido esse escudo no mais duro e resistente aço da unidade. “Porque a divisom é a que nos está matando”, devemos destruí-la. A dispersom e ausência de unidade som as responsáveis polo tremendo abismo que nos separa de nosso destino de Grande Naçom, de potência de humanidade e liberdade. Rompamos as correntes mentais e culturais que mantém presa a consciência coletiva. O nosso dever é desconhecer o escravizante canto de sereia do império e, escutar a palavra amorosa do pai e Libertador, que nos diz, que “unidos seremos fortes e mereceremos respeito”; divididos e isolados, pereceremos”. A unidade é nossa força e nossa esperança.</p>
<p>Rechacemos com decoro pátrio as bases e avançados operativos militares do exército dos EUA na Colômbia. Castiguemos com o repúdio colectivo os governantes vassalos, de colónia, que permitiram o ultraje e que emprestaram o território como base de agressom ianque contra os povos do Continente; os apátridas que têm ajoelhado por 200 anos a nossa dignidade ante a águia imperial e, que tenhem cravado o punhal da política neoliberal e do Fundo Monetário Internacional no coraçom da Colômbia; os desavergonhados peons do império que emprestam o seu sentimento escravo para impedir em nome de Washington a incontestável ola bolivariana que percorre o Continente.</p>
<p>A marcha patriótica bicentenária avança já. Como dizia Bolívar: “o impulso da revoluçom está dado, já ninguém o poderá deter (…) O exemplo da liberdade é sedutor e, aquele da liberdade doméstica é imperioso e arrebatador (…) Devemos triunfar polo caminho da revoluçom e nom por outro (…) A lei da repartiçom de bens é para toda Colômbia”</p>
<p>Começou a mobilizaçom dos povos. Estamos nessa batalha. Com a espada do Grande Herói triunfará a independência definitiva, a Pátria Grande e o Socialismo.</p>
<p>Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP</p>
<p>Montanhas da Colômbia 15 de Julho de 2010</p>
<p>Ano do bicentenário do grito de independência</p>
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		<title>Editado Insurreiçom nº9</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 17:06:08 +0000</pubDate>
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		<title>FARC-EP analisa processo eleitoral colombiano. Triunfo ilegítimo do continuísmo</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 00:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Com o triunfo ilegítimo do continuismo repudiado pola abstençmo cidadá, o país tem entrado em um processo de radicaliçom da luta política, no qual o povo será protagonista na primeira linha.
 Toda a maquinaria do Estado, todos os recursos mafiosos do governo, as suas armadilhas de fraude e corrupçom, chantagem e intimidaçom, fôrom postos ao serviço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ccb-galiza.org/wp-content/uploads/2009/08/bandera-farc-ep.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-237" title="bandera-farc-ep" src="http://ccb-galiza.org/wp-content/uploads/2009/08/bandera-farc-ep.jpg" alt="" width="196" height="176" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Com o triunfo ilegítimo do continuismo repudiado pola abstençmo cidadá, o país tem entrado em um processo de radicaliçom da luta política, no qual o povo será protagonista na primeira linha.</p>
<p style="text-align: justify;"> Toda a maquinaria do Estado, todos os recursos mafiosos do governo, as suas armadilhas de fraude e corrupçom, chantagem e intimidaçom, fôrom postos ao serviço da vitória do continuismo, buscando desesperadamente por essa via um escudo que proteja Uribe da iminente acusaçom do povo e da justiça, por a sua gestom criminosa e de lesa pátria.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-479"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> O regime de Uribe foi o mais sério intento de impor violentamente um projeto político de ultradireita neoliberal baseado no paramilitarismo. O seu governo passará à historia como o mais desavergonhado das últimas décadas, o mais assassino de sua populaçom civil, o mais ajoelhado ante a política dos EUA e, por essa circunstância, o mais compulsivo provocador de instabilidade nas relaçons com os países vizinhos.</p>
<p style="text-align: justify;"> Durante os seus oito anos governou a mentira, a falsidade, a manipulaçom e o engano. Uribe e o continuismo figerom crer que a sua política de segurança era de todos, quando em realidade, só protegia, mediante a repressom, o lucro de privilegiados sectores inversionistas, que acrescentaram o desemprego e a pobreza. Figerom crer que defender a soberania era entregar a pátria ao governo de Washington e converter a Colômbia em um país ocupado militarmente por uma potência estrangeira. Montaram toda uma farsa para possar de luitadores contra o narcotráfico quando o próprio presidente Uribe, o DAS e o general Naranjo, têm um largo historial que os vincula à máfia do narcotráfico. Dizem que no país nom há guerra nem conflito armado, no entanto, há Plano Patriota e invasom ianque….</p>
<p style="text-align: justify;">Segurança democrática som os falsos positivos e a impunidade. É poder eleger como Presidente ao ministro da defesa que mais estimulou esses crimes de lesa humanidade. É repartir terras para o agronegocio paramilitar, porque esse sim tem músculo financeiro, enquanto os camponeses pobres nom. E é subsidiar ou doar de maneira segura dinheiros do Estado aos empresários do agro que financiaram as campanhas eleitorais. Segurança democrática som as covas comuns com mais de 2.000 cadáveres como aquela que existe muito perto da base militar do município de La Macarena, no estado de El Meta e, som os mais de 4 milhons de camponesas e camponeses deslocados violentamente polo Estado. É mentir sobre o fim do fim da guerrilha bolivariana das FARC-EP e preocupar-se pola vitalidade de uma organizaçom que combate sem descanso pola Nova Colômbia como fica demonstrado pelos seus boletins de guerra do mês de Maio do presente ano. Segurança democrática é cambiar a Constituiçom para que possa garantir interesses particulares, quando é necessário e é ter uma espúria maioria no Congresso e desprezar a autoridade das Altas Cortes, com o aplauso dos seus politiqueiros incondicionais. Também, é repartir cargos na burocracia, recursos públicos e contratos e, aproveitar o governo para se enriquecer sem nengum questionamento moral…</p>
<p style="text-align: justify;">A vergonhosa defesa do militarismo oficiada por Uribe e o seu chamado a criar novas leis em favor da impunidade dos militares anunciam o que virá durante o período presidencial de Juan Manuel Santos. A sua cínica queixa e o seu lamento falso sobre-protegendo um torturador-assassino, como Plazas Vega, os altos comandos militares e o ex-presidente Belisario Bentacur, responsáveis do holocausto do Palácio da Justiça, som patética evidência de seu esforço por se blindar desde já, para evitar futuras acusaçons em sua contra. E, por suposto, como forma de atrelar o narco-paramilitarismo à direçom do Estado, com garantias legais para desaparecer, torturar e assassinar opositores. O “foro militar” que Uribe reclama é patente de impunidade criminosa como o demonstra a história recente da Colômbia.</p>
<p style="text-align: justify;">A veemente defesa presidencial do ex-director da DIAN e da UIAF, o senhor Mario Aranguren, que prevaricou a favor de Uribe e seguramente por ordem dele mesmo, evidencia a manobra vergonhosa de quem aspira transcender ocultando, nom só o seu passado criminoso, mas a sua abominável forma de agir como governante.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos às portas de outros quatro anos de ofensiva oligárquica contra o povo em todas os aspectos, carregados de promessas oficiais enganosas sobre uma derrota militar da insurgencia, cousa que sempre foi dita durante já 46 anos, sem se preocupar nem se comprometer na superaçom das causas que geram o conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">A profunda crise estrutural que padece a Colômbia nom tem soluçom no continuismo. A ultra-direita neoliberal, acreditando que ainda pode resolvé-la desde as alturas, tem convocado a umha uniom nacional sem povo, na qual só aparecem as ambiçons dos mesmos que lucram com a segurança inversionista: os grupos financeiros, o sector empresarial, os pecuaristas e latifundiários, os paramilitares, os partidos que como cans raivosos se disputam as mordomias do poder, os grandes meios de comunicaçom que aplaudem os êxitos em litros de sangue da política guerrerista. Ali nom se vê o povo por parte algumha, porque a prosperidade de aqueles sustenta-se na miséria e a exploraçom dos de pé no chao, nos excluídos.</p>
<p style="text-align: justify;">Este bicentenário do Grito de Independência deve dar passo à luita do povo polos seus direitos, pola pátria, pola soberania, a justiça social e a paz. A mudança das injustas estruturas é possível com a mobilizaçom e a luita de todo o povo pola sua dignidade. Nada se pode esperar dos que geram a violência estatal e que se têm apoderado do poder do Estado. Só a luita unificada pode conduzir-nos a umha Colômbia Nova. Como consignamos em Marquetália (1964) quando iniciamos a guerra de guerrilhas móveis: “estamos dispostos a buscar saídas políticas ao conflito, reiterando ao mesmo tempo, que a nossa decisom de dar todo polas transformaçons e polos interesses populares, é irredutível, sem importar as circunstâncias, obstáculos e dificuldades que nos imponham.”</p>
<p style="text-align: justify;">A justiça social espera triunfar na mobilizaçom do povo.</p>
<p style="text-align: justify;">Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP<br />
Montanhas da Colômbia, 21 de junho de 2010</p>
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		<title>Editado Insurreiçom nº8</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 23:12:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Insurreiçom]]></category>

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		<title>ABP entrevistou à Brigada Galega Moncho Reboiras</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 15:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Primeira Linha. Reproduzimos na nossa língua a entrevista publicada há uns días no portal da Agência Bolivariana de Prensa aos membros da Brigada Galega Moncho Reboiras aproveitando a viagem dos internacionalistas galegos à Venezuela.

ABP Notícias dialogou com Carlos Morais, Alexandre Rios e Daniel Lourenço da Brigada de solidariedade galega Moncho Reboiras, quem durante 32 dias de percurso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="foto" rel="same-post--1272293867" href="http://primeiralinha.org/home/wp-content/uploads/2010/04/foto.jpg"><img class="alignnone" title="foto" src="http://primeiralinha.org/home/wp-content/uploads/2010/04/foto.jpg" alt="" width="252" height="240" /></a></p>
<p><a href="http://www.primeiralinha.org">Primeira Linha. </a>Reproduzimos na nossa língua a entrevista publicada há uns días no portal da Agência Bolivariana de Prensa aos membros da Brigada Galega Moncho Reboiras aproveitando a viagem dos internacionalistas galegos à Venezuela.</p>
<p><span id="more-474"></span></p>
<p style="text-align: justify;">ABP Notícias dialogou com Carlos Morais, Alexandre Rios e Daniel Lourenço da Brigada de solidariedade galega Moncho Reboiras, quem durante 32 dias de percurso por terras venezuelanas aproximarom-se ao processo bolivariano através das organizaçons políticas, sociais e populares que trabalham e exigem a radicalizaçom por parte do governo na construçom do socialismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ABP.</strong> Um fraternal e Bolivariano saúdo parceiros e bem-vindos à terra do Libertador. Comentem-nos sobre a Brigada Moncho Reboiras que hoje tem alguns dos seus representantes no nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BGMR.</strong> A Brigada de Solidariedade galego venezuelana Moncho Reboiras, faz parte do Movimento Continental Bolivariano Capítulo Galiza e seu accionar encontra-se emarcado nos princípios da esquerda soberanista e anticapitalista galega, daí seu nome; Reboiras foi um militante independentista galego assassinado em 1975 polo fascismo espanhol. Os objectivos de nossa brigada som: difundir em território galego o processo revolucionário que hoje se desenvolve na Venezuela, apoiar a luita antiiperialista na via da construçom do socialismo deste país irmao, recuperar e difundir os laços históricos de amizade entre Galiza e Venezuela, entre outras cousas.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>ABP.</strong> <strong>Quantos dias levam na Venezuela e quais som as suas impressons? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>BGMR.</strong> Hoje 16 de Abril cumprimos 31 dias de ter pisado solo bolivariano. Figemos um exhaustivo percorrido polas principais cidades e povos de Venezuela conhecendo a enorme riqueza natural, cultural e social do país; corroborando o papel fundamental do processo bolivariano na luita latinoamericana contra o neoliberalismo, contra o imperialismo. Venezuela é fundamental neste processo de independência definitiva que livram os povos da regiom. A memória da gesta de Bolívar (que tem por verdadeiro raices galegas e bascas) encontra-se viva e palpitante no povo. Há um ambiente libertário tremendo, chegamos justamente nas datas de comemoraçom do bicentenario da sua independência do império espanhol, o mesmo contra o que nossa naçom galega ainda luita e padece.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outra parte, reunimos-nos com numerosas organizaçons populares ao longo e largo do território venezuelano constatando que há umha necessidade e exigência do povo ao governo de aprofundar e radicalizar o processo socialista. Percebemos a encrucijada na que se encontra a revoluçom bolivariana: reforçar o capitalismo de Estado ou apostar a um processo realmente socialista apoiando verdadeiramente ao movimento popular e rompendo com a chamada boliburguesia.</p>
<p style="text-align: justify;">Reunimos-nos também com Carlos Casanueva Secretário Geral do MCB, do qual fazemos parte. Afinamos planos, estabelecendo os mecanismos para a realizaçom dos objectivos que nos traçados em Dezembro, mês no que se realizou o Congresso constituinte do Movimento, antes Coordenadora Continental Bolivariana.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamente neste domingo 18 de Abril convocamos como MCB-Capítulo Galiza, junto com outras organizaçons de nossa naçom, umha marcha em solidariedade com o processo cubano vilipendiado entre outros pola direita fascista espanhola que se somou às vozes de calunia contra este heróico povo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ABP.</strong> <strong>Desde há quanto tempo pertence a Brigada ao MCB?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BGMR.</strong> Desde maio de 2008 com o lançamento do Capítulo em Galiza e a realizaçom de umha série de actividades impulsionadas desde América, como por exemplo, a homenagem ao comandante Manuel Marulanda Vélez, entre muitas outras. Como MCB Galiza temos um blogue (http://ccb-galiza.org) e um boletim trimestral que procura a difusión e entendimento do processo independentista latinoamericano entre o que se encontra, por suposto, a luita insurgente na Colômbia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ABP.</strong> <strong>Companheiros, qual é a situaçom de Galiza e a luita do seu povo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BGMR.</strong> Galiza é umha naçom sem Estado, submetida polo Estado espanhol que a explora economicamente e a oprime culturalmente, impedindo o exercício do seu direito de autodeteminaçom. Espanha acelera um processo de asimilaçom cultural para que Galiza desapareça, um claro exemplo disto é a conversom do idioma galego por parte do imperialismo espanhol numha língua residual.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro do sistema capitalista europeu em crise, Galiza encontra-se empobrecida, ademais, pola opresom espanhola pese ao seu enorme potencial ecónomico e humano. Aproximadamente o 90% da populaçom galega pertence ao povo trabalhador, sendo os pensionistas e as mulheres os principais afectados pola crise e as reformas da burguesia espanhola. Mais de 400 mil pessoas vivem por baixo do umbral da pobreza. @s galeg@s som significativamente mais pobres que a média do Estado espanhol; tenhem baixos salários e pensons, suportando maiores taxas de precariedade laboral, desemprego e siniestralidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente o governo espanhol apresentou umha nova reforma laboral que constitui umha nova volta de porca dentro do empenho do capitalismo espanhol nos últimos 25 anos para desmontar as conquistas d@s trabalhadoras/as. Este processo de desgaste das conquistas sociais evidência a política proburguesa tanto do PP e o PSOE que som exactamente a mesma cousa. Ao que se soma a política antiterrorista que atenta contra toda oposiçom política. Para que se fagam umha ideia do estado de repressom espanhola, em Galiza nom se pode colar um só cartaz sem permisso, invisibilizando assim as luitas e atentando contra a liberdade de expressão.    </p>
<p style="text-align: justify;">Galiza tem um Movimento de Libertaçom Nacional que desde inícios deste século atopa-se em umha nova etapa de acumulaçom de forças aparecendo novas organizaçons revolucionárias com programas e práticas independentistas, socialistas e antipatriarcais. No seio do Movimento há um sector muito importante de carácter marxista e leninista que luita pola independência e o socialismo em Galiza e que vê em Espanha um obstáculo para atingir a felicidade e o bem-estar da imensa maioria do povo galego.</p>
<p style="text-align: justify;">Há umha história de solidariedade que une a história independentista galega com a americana. A reconstruçom da esquerda galega fijo-se com contributos de quadros na Venezuela e México. Pola sua vez, milhares de galegos e galegas participarom activamente na luita pola emancipaçom e a libertaçom dos povos de acolhida de América e as Caraibas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para recordar alguns nomes: Galego Soto, líder da Patagonia rebelde; Santiago Iglesias, destacado sindicalista defensor dos direitos humanos em Porto Rico; Ramom Soares Picalho, fundador do Partido Comunista Argentino; José Rego Lopes, dirigente operário e fundador do Partido Comunista Cubano; José Fernandes Vasques, assessor militar do MIR venezuelano; Elsa Martins activista dos Tupamaros uruguaios; Fernando Oyos dirigente do Exército Guerrillero de los Pobres na Guatemala, entre muitos outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ABP.</strong> <strong>Companheiros, vocês manifestarom em reiteradas ocasions umha profunda solidariedade com as luitas do povo colombiano. Para fechar esta charla com o tema sobre os laços solidarios e libertarios que se entretegem América e Galiza, que teriam que dizer sobre a luita insurgente na Colômbia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BGMR.</strong> Na Europa existe muita tergiversaçom com respeito a Colômbia; o império espanhol, cujos meios de informaçom apostam polo fascista de Uribe. Há numerosas empresas espanholas interessadas em expoliar ao povo colombiano, por mencionar algumhas, REPSOL, BBVA, o Grupo Santander, algumhas delas denunciadas por sindicalistas e organismos de defesa dos Direitos Humanos, por financiar o paramilitarismo que assassina cruelmente sindicalistas, camponeses, mulheres, indígenas e outros filhos do povo pobre da Colômbia.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós tratamos de dar um pouco de luzes sobre este tema e estender a solidariedade com as luitas do povo colombiano e particularmente com as FARC-EP que nom som terroristas como o afirmou falazmente o Estado colombiano, e que ao invés som umha força beligerante que encarna um projecto de esquerda verdadeiramente popular, contrário ao Polo que segue as consignas uribistas.</p>
<p style="text-align: justify;">As FARC-EP som fundamentais na luita de libertaçom definitiva de América Latina, nós continuaremos empenhados no nosso modesto esforço de neutralizar as campanhas permanentes de criminalizaçom e estigmatizaçom do projecto bolivariano, tanto o de Venezuela, como o que encarna com umha grande experiência revolucionária as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ABP.</strong> <strong>Muito obrigado camaradas polo seu tempo. Um forte abraço e toda a nossa solidariedade com a luita independentista galega</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>BGMR.</strong> Obrigado a vocês e venceremos!</p>
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